Presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, é preso no Rio; R$91 mil e celular apreendidos

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso na última quarta-feira, 3 de abril de 2024, em uma operação da Polícia Federal (PF). Durante a ação, foram encontrados e apreendidos R$ 91 mil em espécie em seu carro blindado. Ao ser questionado sobre a origem da quantia, Bacellar optou por permanecer em silêncio.

A prisão ocorreu de forma estratégica na Superintendência da PF no Rio. Para evitar possíveis confrontos ou tumultos, dado que o deputado costuma estar acompanhado por seguranças armados, a PF atraiu Bacellar ao local sob o pretexto de uma reunião com o superintendente, delegado Fábio Galvão. Ao chegar para o suposto encontro, ele recebeu voz de prisão. Fontes indicam que Bacellar não demonstrou revolta e, inclusive, teria agradecido pela abordagem discreta, reconhecendo que esta evitou um constrangimento público maior.

Celular não zerado: a "caixa-preta" da investigação

Um dos elementos mais impactantes da operação foi a apreensão do celular pessoal de Bacellar, que não havia sido "zerado" (limpo de dados). Este detalhe é considerado de extrema relevância para a investigação, sendo tratado como uma "caixa-preta". O aparelho pode conter informações cruciais sobre possíveis vazamentos de operações policiais, uma das suspeitas que pairam sobre o parlamentar, além de revelar sua rede de contatos e articulações com outras autoridades.

A condição do celular sugere que, apesar de estar sob investigação, Bacellar não esperava ser preso naquele momento. Contudo, informações recentes apontam que, na véspera da operação, ele teria alertado um empresário conhecido como "TH Joias" por telefone, instruindo-o a destruir provas. Em um diálogo interceptado, "TH Joias" chegou a questionar Bacellar sobre o que deveria retirar de sua residência antes da chegada da PF, mencionando um freezer cheio de carnes, o que indica um grau de conhecimento sobre as investigações em curso.

Repercussão política e hegemonia na Alerj

A notícia da prisão de Rodrigo Bacellar foi recebida com um notável silêncio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Diferentemente de casos anteriores envolvendo parlamentares, não houve manifestações públicas de defesa ou ataque por parte de colegas, incluindo membros da oposição. Este comportamento atípico é atribuído à forte hegemonia política construída por Bacellar, que foi eleito presidente da Casa por unanimidade, conquistando votos que abrangem todo o espectro político, da direita à esquerda, incluindo o PSOL.

A prisão de Rodrigo Bacellar marca a segunda vez que um presidente da Alerj é detido desde a redemocratização do Brasil, sublinhando a gravidade das acusações e a intensidade da investigação em curso.

Fonte: G1

Categorias: #política

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